Toda solidariedade ao PC da Índia (Marxista)!

Ação policial violenta contra o secretário-geral do PCI(M)

Créditos: Peoples Dispatch

 

MODI, TIRE AS PATAS DO PARTIDO COMUNISTA DA ÍNDIA (MARXISTA)!

O Partido Comunista Brasileiro manifesta seu mais veemente repúdio à prisão dos camaradas dirigentes do PCI(M), incluindo seu Secretário-Geral Ma Baby, por protestarem contra a invasão organizada da residência de Pinarayi Vijayan, membro do Politburo e ex-ministro-chefe de Kerala, e sua detenção pelas forças governamentais do reacionário Narendra Modi.

O uso da guerra jurídica e da repressão policial por governos conservadores de direita como armas contra forças populares e progressistas tornou-se um fenômeno internacional. Aqui na América Latina, esta prática de lawfare foi largamente utilizada pela direita contra forças políticas progressistas, anti-imperialistas e de esquerda. Foram vítimas de perseguição judicial e golpes político-jurídicos: camarada Daniel Jadue do PC do Chile, Dilma Rousseff no Brasil, Fernando Lugo no Paraguai, Rafael Correa no Equador, Pedro Castilho no Peru e Cristina Kirchner na Argentina. Na Eurásia, recentemente assistimos ataques e perseguições jurídicas contra os comunistas: da República Tcheca à Jordânia, da Polônia, do Quênia e agora da Índia.

Em vosso país, a extrema-direita do Partido BJP de Narendra Modi não suportou ver o sucesso dos governos da Frente Democrática de Esquerda (LDF), liderados pelo Partido Comunista da Índia (Marxista), que governava o Estado de Kerala desde 2016. Com o aprendizado de toda a experiência internacional de utilização do lawfare pela direita, o PCB tem absoluta clareza de que o BJP utilizou todas as manobras e manipulações para derrotar a LDF na última eleição em Kerala e utilizar este resultado eleitoral para atacar a LDF e o Partido Comunista da Índia (Marxista), na figura do camarada Pinarayi Vijayan, que chefiou o governo popular do Estado de Kerala até agora. As enormes conquistas sociais do povo de Kerala sob a liderança do governo da LDF são motivo de orgulho e um exemplo para os comunistas de todo o mundo.

O PCB manifesta veemente repúdio à prisão arbitrária e ilegal dos camaradas indianos e manifesta sua integral solidariedade ao Partido Comunista da Índia (Marxista) e a seus dirigentes e militantes perseguidos pela repressão do governo neofascista de Narendra Modi.

Aproveitamos o ensejo, ainda que nestas terríveis circunstâncias, para manifestarmos nosso interesse e disposição em aprofundar os laços de camaradagem, troca de experiências e busca de ações conjuntas com seu Partido Comunista da Índia (Marxista) e demais Partidos irmãos do Sul-Sudeste Asiático, sempre fiéis ao conceito de respeito mútuo e não interferência nos assuntos internos dos PCs irmãos.

TOTAL SOLIDARIEDADE AO PARTIDO COMUNISTA DA ÍNDIA (MARXISTA)!

LIBERDADE PARA OS CAMARADAS PINARAYI VIJAYAN, MA BABY E DEMAIS DIRIGENTES E MILITANTES DO CPI(M) PRESOS!

O SOCIALISMO VENCERÁ!

Partido Comunista Brasileiro

Comitê Central – Secretaria de Relações Internacionais


MODI, TAKE YOUR PAWS OFF THE COMMUNIST PARTY OF INDIA (MARXIST)!

 

The Brazilian Communist Party expresses its most vehement repudiation of the arrest of leading comrades of the CPI(M), including its General Secretary Ma Baby, for protesting against the organized invasion of the residence of Pinarayi Vijayan, member of the Politburo and former Chief Minister of Kerala, and his detention by the government forces of the reactionary Narendra Modi.

The use of legal warfare and police repression by right-wing conservative governments as weapons against popular and progressive forces has become an international phenomenon. Here in Latin America, this practice of lawfare was widely used by the right against progressive, anti-imperialist, and left-wing political forces. Victims of judicial persecution and political-legal coups include: comrade Daniel Jadue of the Communist Party of Chile, Dilma Rousseff in Brazil, Fernando Lugo in Paraguay, Rafael Correa in Ecuador, Pedro Castillo in Peru, and Cristina Kirchner in Argentina. In Eurasia, we have recently witnessed attacks and legal persecution against communists: from the Czech Republic to Jordan, from Poland to Kenya, and now India.

In your country, the far-right of Narendra Modi’s BJP could not stand the success of the Left Democratic Front (LDF) governments, led by the Communist Party of India (Marxist), which had governed the state of Kerala since 2016. Learning from the entire international experience of the right’s use of lawfare, the PCB is absolutely clear that the BJP used every maneuver and manipulation to defeat the LDF in the last election in Kerala and used this electoral result to attack the LDF and the Communist Party of India (Marxist), in the person of comrade Pinarayi Vijayan, who headed the popular government of Kerala state until now. The enormous social achievements of the people of Kerala under the leadership of the LDF government are a source of pride and an example for communists worldwide.

The PCB expresses its vehement repudiation of the arbitrary and illegal arrest of the Indian comrades and expresses its full solidarity with the Communist Party of India (Marxist) and its leaders and activists persecuted by the repression of the neo-fascist government of Narendra Modi.

We take this opportunity, even under these terrible circumstances, to express our interest and willingness to deepen the bonds of comradeship, exchange of experiences, and pursuit of joint actions with your Communist Party of India (Marxist) and other brother parties of South and Southeast Asia, always faithful to the concept of mutual respect and non-interference in the internal affairs of brother communist parties.

 

TOTAL SOLIDARITY TO THE COMMUNIST PARTY OF INDIA (MARXIST)!

FREEDOM FOR COMRADES PINARAYI VIJAYAN, MA BABY, AND ALL OTHER ARRESTED LEADERS AND ACTIVISTS OF THE CPI(M)!

SOCIALISM WILL PREVAIL!

Brazilian Communist Party

Central Committee – Secretariat of International Relations


Onda de protestos na Índia contra invasão à casa de dirigente comunista em Kerala
AbrilAbril

Desde que uma agência federal invadiu a casa de Pinarayi Vijayan, ex-ministro-chefe de Kerala, sucedem-se os protestos na Índia. Os protestos começaram logo na quarta-feira passada, na sequência de notícias que davam conta de uma intervenção policial na casa de Pinarayi Vijayan, em Thiruvananthapuram, capital do estado do extremo Sul da Índia. Vijayan, que foi ministro-chefe de Kerala em dois mandatos consecutivos e é membro do Comité Central do Partido Comunista da Índia (Marxista) – PCI(M), é atualmente o líder da oposição na assembleia estadual.

Enquanto o PCI(M) declarava na sua conta de Twitter (X) que as acusações eram «infundadas» e que as batidas policiais eram absurdas, centenas de pessoas cercaram a casa de Vijayan em protesto contra a operação levada a cabo por uma agência federal, acusando o governo central liderado pela extrema-direita de recorrer às forças de segurança para intimidar a esquerda.

Também na capital do país, Nova Déli, se realizou de imediato um protesto para denunciar a operação, no qual a polícia acabaria por intervir de forma violenta, detendo o secretário-geral do PCI(M), M. A. Baby, e outros dirigentes comunistas. Em Kerala foram detidas oito pessoas.

A perseguição – explica o Peoples Dispatch – foi conduzida por uma agência federal voltada sobretudo para fraudes financeiras, e está relacionada com um caso antigo que envolve transações financeiras entre a empresa das suas filhas, Exalogic Solutions (agora extinta), e a Cochin Minerals and Rutile Limited (CMRL), uma empresa privada, entre 2017 e 2021.

Tanto Vijayan como a filha negaram a existência de qualquer irregularidade, alegando que todas as transações entre ambas as empresas foram «transparentes e legais».

«Caso montado»
O PCI(M) classificou a operação policial e as repetidas tentativas de ressuscitar artificialmente o antigo caso – apesar de os tribunais terem deixado evidente em diversas ocasiões que Vijayan não tem qualquer ligação com a empresa referida – como tentativa deliberada de manchar a imagem de Vijayan e de atacar vozes da oposição, num contexto em que se repetem as acusações contra o governo de Narendra Modi de perseguir partidos da oposição e, sobretudo, da esquerda, que desafia a ideologia supremacista hindu.

Ao discursar em Nova Déli, M. A. Baby afirmou que a invasão da casa de Vijayan «foi um ato de vingança com motivações políticas» e uma caça às bruxas.

Por seu lado, Brinda Karat, dirigente do PCI(M), declarou à imprensa que as acusações contra Vijayan são «falsas» e que as buscas foram realizadas em completa violação de todos os procedimentos legais estabelecidos, apenas para intimidar a esquerda.

No entanto, «não somos pessoas que se deixam intimidar, não somos pessoas que se deixam coagir, não nos importa o que a agência federal faça, o povo de Kerala dará uma resposta à altura», declarou a dirigente comunista.

Governo de Modi procura «intimidar a esquerda»
Vários outros partidos de esquerda se posicionaram contra a operação policial, enquanto a ação do partido do Congresso Indiano foi questionada.

D. Raja, secretário-geral do Partido Comunista da Índia, sublinhou que se trata de uma «vendetta política» e de mais um exemplo de como o governo central procura «intimidar a esquerda, atacar opositores e minar princípios federais».

Desde que a operação teve lugar, no passado dia 27 de maio, os protestos sucedem-se em vários estados do país, como Orissa, Haryana, Tamil Nadu, Bihar, Telangana, Madhya Pradesh ou Maharashtra, com os manifestantes insistindo na tônica da «vingança política», do «ataque à esquerda» e do mau uso dado pelo governo de extrema-direita às agências federais.

Liderando dois governos sucessivos da Frente de Esquerda (2016-2026) no estado do Sul da Índia, Pinarayi Vijayan é reconhecido como o grande promotor do desenvolvimento econômico e social que Kerala conheceu, com grande investimento em programas sociais, na habitação, na saúde e na educação.

Foi também durante o seu governo que a pobreza extrema foi erradicada do estado e que se tornou conhecida a expressão «modelo de Kerala», que outros estados do país sul-asiático procuravam emular.