Sionistas: lobos em pele de cordeiro

Nota Política do Partido Comunista Brasileiro – PCB

O PCB – Partido Comunista Brasileiro – rechaça completamente o PL 1424/2026 e manifesta sua completa e irrestrita solidariedade ao povo palestino, que enfrenta o genocídio sionista apoiado pelo imperialismo estadunidense.

Um dos maiores inimigos da humanidade e do povo palestino, o sionismo, deseja pautar a política pública no Brasil. Como se já não houvesse uma grave crise de superlotação no sistema carcerário brasileiro, agora corremos o risco de ver a aprovação de um projeto de lei que pode levar à prisão quem ousar criticar o genocídio em curso perpetrado pelo Estado de Israel na Faixa de Gaza.

O PL 1424/2026, de autoria da deputada sionista Tábata Amaral, “define antissemitismo com a finalidade de instruir as políticas públicas nacionais, nos parâmetros internacionalmente reconhecidos pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) criada pelo Fórum Internacional de Estocolmo sobre o Holocausto”, de acordo com o seu artigo 1º. A IHRA é uma entidade sionista composta por 35 países-membros, comandados por Estados Unidos e Israel, que apoiam o empreendimento colonial do Estado de Israel nos territórios palestinos.

Ainda de acordo com o PL do sionismo, são consideradas antissemitismo críticas dirigidas ao Estado de Israel, “encarado como uma coletividade judaica”. Ao mesmo tempo, “críticas a Israel que sejam semelhantes às dirigidas contra qualquer outro país não podem ser consideradas antissemitas” (Art. 2º, § 3º). O grande pulo do gato nessa questão é que as críticas dirigidas ao Estado de Israel são, por sua natureza, características exclusivas do Estado de Israel.

Não há outro país no mundo que esteja operando um verdadeiro massacre contra o povo palestino, com o objetivo de realizar uma limpeza étnica na região. Não há outro país além do Estado de Israel que esteja matando tantas crianças árabes, seja na Faixa de Gaza, seja no sul do Líbano. Não há outro país, em toda a história da humanidade, que tenha matado tantos jornalistas como está matando agora o Estado de Israel. Não há outro país que esteja ocupando ilegalmente territórios da Palestina e da Síria, aos olhos da comunidade internacional, senão o Estado de Israel.

Nenhum outro país, desde a Alemanha nazista, jamais aprovou a pena de morte dirigida somente a um grupo étnico específico, como fez o Estado de Israel, no último dia 30 de março, em relação aos prisioneiros palestinos na Cisjordânia ocupada.

E a grande ironia de todo o disparate do PL sionista de Tábata Amaral é que a maior representação do antissemitismo, no século XXI, é o Estado de Israel. Não podemos perder de vista duas constatações óbvias, mas propositalmente ignoradas pelos sionistas de plantão: primeiro, que o povo árabe é um povo semita, e qualquer ataque contra o povo árabe é um ato antissemita. Segundo, que nem todo judeu tem acordo com o projeto colonizador que é o sionismo, representado pelo Estado de Israel. Portanto, o antissionismo jamais deve ser equiparado ao antissemitismo. Pelo contrário: é instrumento fundamental para a luta contra o antissemitismo em todo o mundo.

Por fim, cabe lembrar que a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP), financiada pelo bilionário Jorge Paulo Lemann, já se mostrou inimiga da classe trabalhadora no Brasil quando aprovou a Reforma da Previdência, em 2019. Desta vez, Tábata vai além e se mostra inimiga não só da classe trabalhadora brasileira, mas da própria humanidade.

Como se já não bastasse a promulgação em junho de 2025 pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, da Lei que institui o Dia da Celebração da Amizade Brasil-Israel, a ser comemorado anualmente em 12 de abril, em clara contraposição ao Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino.

Além disso, o Governo Lula organiza, para o dia 16 de abril, um Seminário sobre antissemitismo, onde, entre os convidados, constam majoritariamente lideranças sionistas, incluindo os principais dirigentes da Confederação Israelita do Brasil (CONIB), entidade defensora de Israel. É inaceitável um governo que se apresenta como progressista estar à frente de um evento como esse, que dá palanque para quem defende o genocídio do povo palestino.

– Em defesa do Povo Palestino contra o genocídio do Estado sionista de Israel!
– Não ao PL 1424/2026!
– Abaixo o sionismo e o antissemitismo!
– Pelo rompimento do Brasil de todas as relações com Israel!

Brasil, abril de 2026

PCB – Partido Comunista Brasileiro
Secretaria de Solidariedade Internacional