Partido Tudeh do Irã comemora 85 anos

International Communist Press (Imprensa Comunista Internacional)

O Partido Tudeh do Irã celebra seu 85º aniversário, refletindo sobre sua história, atividades políticas, a repressão sofrida e sua luta contínua por independência, liberdade, justiça social e pelo socialismo. A declaração descreve o papel fundamental desempenhado pelo Partido no desenvolvimento político, social, cultural e intelectual do Irã. Destaca suas campanhas contra o fascismo, sua atuação na organização sindical e política, a criação do Conselho Central Unido de Operários e Trabalhadores Braçais (United Central Council of Workers and Toilers) e da Frente da Liberdade (Freedom Front), bem como suas amplas publicações de divulgação do marxismo-leninismo. Afirma ainda que o Partido exerceu influência significativa sobre a esquerda e os movimentos progressistas iranianos.

Após o golpe britânico-estadunidense de 19 de agosto de 1953, a repressão ao Movimento de Nacionalização do Petróleo, as execuções, as prisões em massa e a repressão da SAVAK, o Partido entrou em um período de clandestinidade e exílio. Durante o movimento revolucionário da década de 1970, expandiu suas atividades. Após o massacre na Praça Jaleh, em setembro de 1978, o órgão de imprensa do Partido, *Navid*, convocou uma greve geral em todo o país. A declaração aponta que a greve geral, especialmente a dos trabalhadores do setor petrolífero, contribuiu para a queda da monarquia e para a Revolução de fevereiro de 1979.

Após a revolução, o Partido retornou ao Irã e consolidou-se como uma organização de âmbito nacional, atuando junto a trabalhadores, camponeses, estudantes, mulheres e intelectuais. A declaração reconhece que, inicialmente, o Partido priorizou a oposição às ameaças imperialistas, deixando de dar a devida atenção ao crescente autoritarismo e à reação religiosa do novo governo. No início da década de 1980, concluiu-se que as forças governantes buscavam monopolizar o poder político e suprimir as organizações de esquerda.

O texto enfatiza a repressão brutal sofrida pelo Partido Tudeh em fevereiro e maio de 1983, incluindo prisões, torturas, execuções e o encarceramento de milhares de militantes. Apesar das alegações do regime de que havia destruído o Partido, o pronunciamento afirma que o Partido Tudeh sobreviveu graças aos esforços de seus membros, tanto dentro do Irã quanto na diáspora. Também condena o que descreve como campanhas de propaganda contínuas por parte do aparato de segurança da República Islâmica, de opositores políticos e de forças pró-capitalistas, visando distorcer a história e as políticas do Partido.

A declaração apresenta o momento atual como um dos mais perigosos da história contemporânea do Irã. Condena a agressão militar dos EUA e de Israel contra o país, o bombardeio e a destruição de cidades e infraestruturas iranianas, bem como o que descreve como crimes de guerra. Reitera a oposição do Partido à República Islâmica, ao mesmo tempo em que se opõe à intervenção estrangeira, ao desmembramento do Irã e à imposição de forças políticas por meio de interesses estrangeiros.

Condena também a repressão do governo iraniano aos protestos contra a pobreza, o alto custo de vida e a fome, bem como as execuções e outras medidas repressivas. Ao mesmo tempo, critica as sanções e a guerra econômica dos EUA, afirmando que estas intensificaram a pobreza e as dificuldades para dezenas de milhões de iranianos. O Partido clama pelo fim das sanções e da guerra econômica, pela prevenção a um novo conflito militar e pela mobilização tanto contra a agressão estrangeira quanto contra a repressão interna.

Afirma que sua missão histórica permanece sendo a libertação do Irã da tirania e o estabelecimento da liberdade, da independência genuína, da justiça social e do socialismo. A declaração conclui homenageando os militantes do Tudeh que tombaram, os presos políticos, suas famílias e os membros e apoiadores do Partido que continuam a luta. Conclama pela oposição à agressão imperialista e ao Estado de Israel, a oposição à ditadura, a luta pela paz e a unidade das forças patrióticas e dos amantes da liberdade.

Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

The Tudeh Party of Iran marks its 85th anniversary, reflecting on its history, political activities, repression, and continuing struggle for independence, freedom, social justice, and socialism.

The statement describes the Party as having played a major role in Iran’s political, social, cultural, and intellectual development. It highlights its campaigns against fascism, its trade-union and political organizing, the creation of the United Central Council of Workers and Toilers and the Freedom Front, and its extensive publications promoting Marxism-Leninism. It states that the Party significantly influenced Iran’s Left and progressive movements.

Following the US-British coup of August 19, 1953, the suppression of the Oil Nationalization Movement, executions, mass arrests, and SAVAK repression, the Party entered a period of clandestine activity and exile. During the revolutionary movement of the 1970s, it expanded its activities. After the September 1978 massacre at Jaleh Square, the Party’s publication Navid called for a nationwide general strike. The statement says that the general strike, particularly by oil workers, contributed to the overthrow of the monarchy and the February 1979 Revolution.

After the revolution, the Party returned to Iran and became a nationwide organization, organizing among workers, peasants, students, women, and intellectuals. The statement acknowledges that the Party initially prioritized opposition to imperialist threats while failing to give sufficient attention to the growing authoritarianism and religious reaction of the new government. By the early 1980s, it concluded that the ruling forces were pursuing the monopolization of political power and the suppression of leftist organizations.

The statement emphasizes the massive repression of the Tudeh Party in February and May 1983, including arrests, torture, executions, and the imprisonment of thousands of members. Despite the regime’s claims that it had destroyed the Party, the statement says that the Tudeh Party survived through the efforts of members inside Iran and in the diaspora. It also condemns what it describes as continuing propaganda campaigns by the Islamic Republic’s security apparatus, political opponents, and pro-capitalist forces aimed at distorting the Party’s history and policies.

The statement presents the current period as one of the most dangerous in Iran’s contemporary history. It condemns US and Israeli military aggression against Iran, the bombing and destruction of Iranian cities and infrastructure, and what it describes as war crimes. It reiterates the Party’s opposition to the Islamic Republic while also opposing foreign intervention, the dismemberment of Iran, and the imposition of political forces through foreign interests.

It also condemns the Iranian government’s repression of protests over poverty, high living costs, and deprivation, as well as executions and other repressive measures. At the same time, it criticizes US sanctions and economic warfare, which it says have intensified poverty and hardship for tens of millions of Iranians.

The Party calls for an end to sanctions and economic warfare, prevention of renewed military conflict, and mobilization against both foreign aggression and domestic repression. It states that its historic mission remains the liberation of Iran from tyranny and the establishment of freedom, genuine independence, social justice, and socialism.

The statement concludes by honoring fallen Tudeh members, political prisoners, their families, and Party members and supporters who continue their struggle. It calls for opposition to imperialist aggression and the Israeli state, opposition to dictatorship, peace, and the united struggle of patriotic and freedom-loving forces.

https://icp.org.tr/news/tudeh-party-iran-commemorates-85th-anniversary