Thales Fleury de Godoy: o goiano que comandou a Marinha Mercante da Cuba de Fidel Castro

imagemJornal Opção, Edição 1981 de 23 a 29 de junho de 2013

Vilaboense resgatou reféns do transatlântico português Santa Maria e salvou cargueiro cubano de aprisionamento no Chile de Augusto Pinochet

Frederico Vitor

Goiás sempre produziu personagens que tiveram vidas instigantes e repletas de aventuras. Uma dessas personalidades é o capitão-de-fragata da Marinha do Brasil Thales Fleury de Godoy, que durante os seus 81 anos de vida passou por situações e fatos que seriam dignas de roteiro de filme. Nascido há mais de mil quilômetros do litoral, tornou-se num verdadeiro mestre dos mares.

Aceito em Cuba em 1965, Thales e a mulher, a professora Josina Godoy, residiram inicialmente em um hotel cinco estrelas a beira mar que pertencia a empresários norte-americanos antes da revolução. Josina conta que, da janela da suíte, era possível visualizar embarcações de guerra dos Estados Unidos, que navegavam no limite das águas territoriais cubanas realizando manobras em tom de provocação. “Nós tínhamos de tudo do melhor e começamos a nos preocupar, já que não era digno ficarmos lá sem retribuição”, disse Josina. Inicialmente o goiano trabalhou como reparador de aparelhos de televisão e rádio.

Como na hospedaria se concentravam dezenas de estrangeiros asilados, as autoridades cubanas descobriram que Thales era um oficial de Marinha, cujo conhecimento estaria sendo desperdiçado em outra ocupação. Procurado pelo governo revolucionário, o goiano recebeu a proposta de ser imediato de comandante de navios mercadores, sendo o segundo estrangeiro — além de um espanhol — a pertencer aos quadros da Marinha Mercante de Cuba — a Marinha de Guerra não admitia estrangeiros. Para tal ele precisaria de um passaporte, e como o original foi deixado no Brasil, os cubanos confeccionaram um novo com o nome de Julio Lopez González, uma nova identidade que Thales teria que assumir a partir dali.

Em 1966, Thales entrou para a Marinha Mercante cubana como imediato de um comandante que lhe ensinaria as técnicas e a vida em uma embarcação comercial, que é completamente diferente dos navios de guerra no quais o goiano era acostumado. “Ele foi orientado para ser mais brando ao disciplinar os marinheiros, pois os marujos cubanos eram esquentados e o risco de acontecer um motim era grande”, relata Josina.

Thales, ou Julio González, logo foi promovido a comandante. Por sete anos ele capitaneava navios da frota cubana que iam aos países asiáticos como Japão, China, Coreia e Vietnã. Durante a Guerra do Vietnã se destacou por realizar arriscadas missões de abastecimento, levando alimentos e materiais essenciais para o esforço de guerra. Por diversas vezes rompeu o bloqueio da Marinha americana e enfrentou o perigo das minas aquáticas para atracar no porto de Haiphong. Mas o grande feito de Thales ainda estava por vir.

Fuga do Chile

Em 11 de setembro de 1973, o comandante goiano estava no comando do graneleiro — navio especializado no transporte de mercadorias a granel — Playa Larga, o maior navio da frota mercante de Cuba, que na ocasião estava atracado no porto chileno de Valparaiso. Ao desfechar-se o golpe liderado pelo general Augusto José Ramón Pinochet Ugarte contra o presidente socialista Salvador Allende, militares chilenos, sob o pretexto de que a embarcação cubana trazia armas para resistir ao golpe camufladas no carregamento de açúcar, intentaram capturar o navio. Ao abordarem o comandante e os demais tripulantes, os chilenos avisaram que no dia seguinte retornariam para confiscar a carga. Determinado em não render-se aos soldados de Pinochet, Thales traçou um plano de fuga, que executou durante a noite. Aos poucos, a nau foi se afastando do porto e, aproveitando da silhueta robusta de um imenso cargueiro americano, o comandante goiano fugiu das vistas dos chilenos por trás do navio ianque.

Quando perceberam que a embarcação estava saindo da baía de Valparaiso, as autoridades portuárias chilenas avisaram Pinochet. Enfurecido, o general, que estava no controle do País há dois dias, ordenou que toda a flotilha chilena e os aviões caças das bases aéreas próximas fossem ao encalço do graneleiro Playa Larga. Adotando uma tática de guerra psicológica, os chilenos deixaram o rádio ligado propositalmente e vazaram todas as decisões de ataque ao navio cubano. Aproveitando da situação, Thales, que foi forjado na Escola Naval da Marinha brasileira e tinha no currículo operações reais em guerra naval, começou a navegar em ziguezague a fim de dificultar aos chilenos o estabelecimento de uma coordenada acertada para empreender bombardeio ao navio.

A perseguição chilena ao Playa Larga foi implacável e só teve fim quando o graneleiro cubano adentrou águas territoriais do Peru, presidido naquele ano pelo nacionalista Juan Velasco Alvarado, amigo de Cuba, que acolheu a nau e garantiu os reparos devidos para que os cubanos seguissem viagem de volta à ilha. Com as avarias reparadas, o Playa Larga voltou a navegar e teria que atravessar o Canal do Panamá, então sob controle americano. Durante a travessia, os guardas ianques desconfiaram do sotaque de Thales ao estabelecerem diálogo. “Eles acharam estranho o espanhol de Thales e, naquela situação, teve que dizer que era um galego, já que na Galícia o castelhano falado é parecido com o português”, lembra Josina. Ao chegar em Cuba, Thales e os demais tripulantes foram recebidos como heróis. Em solenidade que reuniu as principais autoridades cubanas, inclusive o presidente Osvaldo Dorticós Torrado, o goiano recebeu das mãos do então primeiro-ministro Fidel Castro a mais alta comenda do País. No discurso, o comandante da Revolução Cubana disse que a façanha que salvou os marinheiros e o carregamento de açúcar foi um ato que estava acima dos sentimentos de nacionalidade. “Tiveram coragem não por serem cubanos, mas sim por serem revolucionários”, proferiu Fidel Castro.

O feito ganhou fama em toda ilha e Thales virou personagem de história em quadrinhos, tornando-se o super-herói das crianças da ilha caribenha. Mesmo passado alguns meses, os chilenos acionaram Cuba em um tribunal internacional, e o comandante teve que explicar o fato em uma corte na Inglaterra, porém sem maiores desfechos relevantes.

Da aristocracia vilaboense ao PCB

O Jornal Opção entrevistou a viúva do marinheiro, a professora Josina Godoy, de 83 anos de idade, que reside em uma chácara em Caldas Novas, em Goiás. Na casa, ela guarda um grande acervo de fotos, documentos, livros e relíquias do militar. Thales nasceu no dia 13 de junho de 1925 na Cidade de Goiás, que, naquela época, ainda detinha o status de capital do Estado. Filho do advogado, procurador da República e deputado federal constituinte de 1946 Albatênio de Caiado Godoy, nunca escondeu a vontade de ser marinheiro e desbravar os sete mares. Sua vocação havia sido despertada depois que assistiu a um filme que retratava a vida de marujos.

De família conservadora e tradicional na sociedade goiana — Thales é descendente do marechal Joaquim Xavier Curado, idealizador do Exército brasileiro —, o pai reprovava a ideia de o filho ir para Marinha Mercante, a qual considerava um “antro de degenerados”, e somente o apoiaria se decidisse ingressar na Marinha de Guerra. Sem opções, aceitou a imposição da família e em 1940, com 15 anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro, com o objetivo de ingressar na conceituada Escola Naval, academia responsável por forjar os futuros oficiais da Marinha brasileira — é a mais antiga instituição de ensino superior do Brasil com origens que remotam à mítica Escola de Sagres, que condicionou os portugueses a desbravar os mares durante o período das grandes navegações.

Ao chegar à capital fluminense, o futuro oficial da Marinha se hospedou na casa do tio-avô e deputado federal Mário de Alencastro Caiado, — após a Revolução de 1930, quando a família Caiado foi despoto do poder em Goiás, ele quase foi interventor no lugar de Pedro Ludovico Teixeira. Só não foi porque o presidente Getúlio Vargas considerava que “não se podia substituir um Caiado por outro Caiado”. Foi durante o período de estadia na residência do parlamentar goiano que o estudante teve contato com as ideias marxistas que mudariam para sempre o curso de sua vida. Ele ficou fascinado pelo comunismo ao ler o livro “Um Engenheiro Brasileiro na Rússia”, de John R. Cotrim.

Estudioso e aluno aplicado, foi aprovado no rigoroso exame de admissão da Escola Naval em meados da década de 40. Já cadete e morando na academia, Thales participou assiduamente do grêmio que tinha a função de proporcionar momentos de lazer aos futuros oficiais. Na realidade, o círculo era o local em que efervesciam várias correntes ideológicas. Em um episódio marcado por agitações que culminaram em tumultos, vários cadetes foram presos e posteriormente expulsos da Marinha. Thales conseguiu se safar por ter completado o curso de oficiais e já ocupava o posto de guarda-marinha, equivalente a aspirante no Exército.

Promovido a capitão-tenente, na década de 50, Thales era sócio do Clube Militar, entidade fundada pelo Exército que também acolhia sócios da Força Aérea e da Ma-rinha. Como se tratava de um clube político, os debates se acirravam, principalmente pela questão da nacionalização do petróleo brasileiro, que ficou por muito tempo em voga. Nesta época, integrava o braço militar do Partido Comunista Brasileiro (PCB), o que lhe renderia sérios problemas, e numa tarde de 1952, durante o curso de artilharia, ele não retornaria para casa.

Josina relata que soube da prisão do marido por um soldado do Exército que trabalhava na vila militar no Rio de Janeiro, bairro em que residia a família de Thales e dos demais militares. O recruta confidenciou que o oficial estava preso em uma guarnição da Força Terrestre. Ao saber do fato, Josina recorreu ao pai de Thales, que se encontrava no Rio, pois tinha sido eleito deputado federal constituinte em 1946. Ao chegar à Marinha junto com Albatênio Godoy, ambos foram informados por um almirante que Thales estava preso para “averiguações” devido sua ficha “vermelha”, e que ficaria preso durante 50 dias. Durante este tempo não se comunicou com a família.

Ao sair da prisão, o militar expressou sua indignação ao escrever um artigo que foi encaminhado ao Jornal Diário de Notícias, que o publicou às vésperas do dia 7 de setembro. Nele o então capitão-tenente reclamou da forma em que foi tratado no cárcere — ao contrário dos marinheiros, os oficiais não sofriam torturas físicas, mas sim psicológicas — além de criticar duramente os superiores. Thales aproveitou o espaço para discursar em favor da nacionalização do petróleo brasileiro e de rechaçar a ideia de internacionalização da Amazônia. Naquela época havia correntes que advogavam pela causa.

Por causa do ato considerado de indisciplina, a Marinha abriu um processo contra Thales na tentativa de expulsá-lo da instituição pela infração de crítica a autoridade. Mais uma vez o oficial amargou um período no cárcere, mas desta vez na prisão militar da Ilha das Cobras, uma fortificação encravada em meio a rochedos. Após sair da cadeia o oficial permaneceu um ano afastado de suas atividades, e ao voltar à vida na caserna foi transferido para Belém do Pará.

Salvamento, guerra contra franceses e resgate de reféns

Na capital paraense, Thales comandou uma corveta — navio-patrulha de médio porte — nos rios da Amazônia e na costa marítima da região Norte do Brasil. Em um episódio ele ganharia notoriedade e respeito do oficialato: no comando de uma embarcação de guerra, atirou-se à água para salvar do afogamento dois marinheiros que tiveram a canoa virada durante a pororoca — fenômeno natural produzido pelo encontro das correntes fluviais com as águas oceânicas.

“Ao ver os dois sujeitos se afogando, ele perguntou aos outros tripulantes quem iria salvá-los. Ótimo nadador e campeão de remo na Escola Naval, ao notar que ninguém estava disposto a pular, ele próprio se atirou ao rio seguido por um sargento”, relata Josina Godoy. Pelo ato heroico que resultou no salvamento de duas vidas, Thales recebeu a primeira condecoração por ato de bravura. Nesta ocasião, foi distinguido com a Medalha de Distinção de 1º Classe de Ordem Humanitária, concedida pelo Ministério da Justiça.

Mas antes, depois de um período no Pará, Thales retornou ao Rio de Janeiro, e por suposta perseguição da Marinha, por ter sido integrante do PCB, trabalhou em serviços burocráticos, longe do mar. Mesmo monitorado pelo serviço de inteligência naval, o oficial continuou com sua vida política, e em 1959 foi novamente transferido, e desta vez o destino era Recife. Subordinado ao almirante Dias Fernandes, que tinha conhecimento de sua vida pregressa de luta partidária de esquerda, foi colocado na função de chefe de serviços gerais, longe do mar e dos navios.

Em 22 de janeiro de 1961, o navio transatlântico português Santa Maria foi sequestrado na Venezuela por um grupo de portugueses e espanhóis que integravam a Direção Revolucionária Ibérica de Libertação (DRIL), que então fazia oposição política aos governos ditatoriais de António de Oliveira Salazar em Portugal e de Francisco Franco na Espanha — foi o primeiro sequestro político de um transatlântico na história contemporânea.

Durante a ação liderada pelo capitão português Henrique Galvão, o tripulante João José Nascimento Costa foi morto e seu corpo encontrado dentro de uma geladeira. O plano inicial dos equestradores era levar a embarcação para Angola, que naquele tempo era uma colônia portuguesa. Contudo, o navio seguiu para a costa brasileira e aportou em Recife. O presidente Jânio Quadros ordenou que a embarcação fosse ocupada militarmente e que os reféns fossem libertados. Diante da ordem do presidente, o almirante Dias Fernandes delegou a Thales a tarefa de liderar os fuzileiros navais na invasão do transatlântico.

A missão foi um sucesso e não houve combates. No dia seguinte, a maioria dos jornais brasileiros e portugueses estampou nas primeiras páginas a foto em que o oficial goiano prestava continência ao capitão guerrilheiro Galvão. Terminado o entrevero com os portugueses e espanhóis, Thales esteve metido em outra situação que envolvia questões diplomáticas.

No comando

Ainda em 1961, embarcações lagosteiras francesas pescavam ilegalmente em mar territorial brasileiro, e sabendo da destreza militar do oficial goiano, o almirante Dias Fernandes o convocou para comandar uma corveta que teria como missão interceptar um dos navios gauleses na costa do Ceará. Na ação, a nau foi detida e levada para a capital pernambucana. Em resposta, o presidente da França, Charles de Gaulle, determinou o deslocamento de um contingente naval para uma área próxima à costa brasileira. No Brasil, a opinião pública percebeu a situação como uma agressão dos europeus aos direitos de soberania nacional.

O presidente João Goulart, após reunião do Conselho de Segurança Nacional, determinou o deslocamento para a região de considerável contingente da Esquadra, apoiado pela Força Aérea Brasileira. O problema diplomático ficou conhecido como Guerra da Lagosta, e Thales foi enviado ao encontro das belonaves francesas a bordo de um cruzador — navio de grande porte dotado de armas. O litígio terminou sem nenhum tiro disparado.

Após este período em Recife, Thales, que já era pai de dois filhos (Igor e Ivan), retornou ao Rio de Janeiro em 1963. De volta à capital fluminense, serviu a bordo do cruzador Barroso, a maior e mais poderosa belonave da Marinha. Posteriormente, ainda supostamente sofrendo perseguições por conta de suas inclinações políticas, foi removido para os serviços burocrático no Ministério da Marinha. O País governado por João Goulart passava por momentos de agitações, e em 1º de abril de 1964 veio o golpe militar que depôs o presidente constitucional.

Diante da situação que o poderia deixar em perigo devido a sua vida de partidário do PCB, Thales foge para a embaixada do México três meses depois do golpe. O oficial pede asilo político e é conduzido para a capital do país. Dias depois chegariam ao México a mulher e os filhos. Em um primeiro momento, a Marinha o considerou desertor, para mais adiante classificá-lo como desaparecido e morto. Na nova vida em solo estrangeiro, o goiano conseguiu trabalho como instalador de radares em navios mercantes no porto de Veracruz. Passado algum tempo, ele decidiu ir para Cuba com a família, pois desejava colaborar com a revolução socialista liderada pelos irmãos Castros e pelo guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara.

Portugal denuncia “pirata brasileiro”

Em 1978, o comandante goiano juntamente com uma delegação cubana, teria a missão de estabelecer uma Marinha Mercante em Moçambique, na África, além de fundar a Escola Naval da jovem nação. Após a queda do domínio português, os lusitanos regressaram para Europa sem deixar nenhuma embarcação aos ex-colonos. A missão cubana teria que começar tudo do zero. Thales foi convocado pelo governo moçambicano para mais uma vez entrar em ação em uma de suas especialidades: interceptar e ocupar navios.

Uma embarcação portuguesa estava a caminho de Maputo, capital moçambicana, e, como o País africano considerava o navio uma propriedade do Estado recém independente, resolveram nacionalizar a nau. O comandante goiano, com um imediato cubano e uma dúzia de recrutas moçambicanos, tomou o navio. A tripulação portuguesa foi conduzida para um hotel na capital e, mais uma vez em Portugal, Thales estaria na primeira página dos jornais lusitanos e de Moçambique.

O retorno

Em 1979, o governo militar no Brasil passava por período de abertura e decidiu aprovar a Lei de Anistia. Thales retornou ao Brasil em agosto daquele ano. Ao regressar tentou voltar à Marinha de Guerra, contudo não obteve êxito. Ele foi reformado no posto de capitão-de-fragata e trabalhou durante 15 anos na Marinha Mercante brasileira, comandando um cargueiro que fazia a linha entre Brasil, Estados Unidos e Canadá. No Brasil o comandante goiano se estabeleceu no Rio de Janeiro, Brasília e por último em Caldas Novas, para onde se mudou em 1984. Até hoje Josina reside na “capital das águas termais”, e guarda um imenso acervo de fotos, objetos, documentos e gravações. Thales deu o seu último suspiro aos 81 anos de idade no dia 2 de dezembro de 2006, em Goiânia. Faleceu em decorrência de problemas no intestino. O filho mais velho, Ivan, é jornalista e trabalha na Rádio do Senado Federal, em Brasília. Igor, que se formou em Engenharia em Cuba, hoje também é jornalista e mora em Havana.

Quase desconhecido entre os brasileiros e goianos, Thales Fleury de Godoy é mais uma daqueles personagens que entraram para a posteridade pelos feitos e proezas. Quem quiser saber sobre ele procure a professora Josina, em Caldas Novas. Aos 83 anos, ela está lúcida e disposta a contar com detalhes a fascinante história de seu marido, um herói dos mares, um filho de poseidon que nasceu em Goiás.

Ilustração: Thalels Godoy com a tripulação do cargueiro Playa Larga, da Marinha Cubana, recepcionados pelo comandante Fidel Castro

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