OlhoVivo

Policiais infiltrados causam polêmica

O Globo O Ministério Público vai investigar vídeos divulgados ontem nas redes sociais, em que supostos policiais do serviço reservado (P-2) da Polícia Militar aparecem infiltrados no protesto feito em Laranjeiras, na noite de segunda-feira, durante a recepção ao Papa Francisco. Ao longo do dia, uma série de vídeos circulou na internet, mostrando homens fortes, com cortes de cabelo do tipo militar, transitando com facilidade pelas barreiras policiais.

PT já fala em 2º turno na eleição de 2014

O Estado de S. Paulo O PT já admite que a presidente Dilma Rousseff pode não vencer a eleição de 2014 no primeiro turno, ao contrário do que previa o marqueteiro João Santana. Proposta de resolução levada ao Diretório Nacional, no sábado, diz que o partido enfrentará “intensa luta política e ideológica, incluindo aí dois turnos de eleições presidenciais”. Para os petistas, é preciso que a autoridade de Dilma seja “preservada e defendida” com mais ênfase porque os protestos de rua geraram uma “nova situação política”.

Ser doutor é mais fácil do que se tornar médico

Época O programa “Mais Médicos”, lançado pela presidente Dilma Rousseff, não vai resolver o problema do Sistema Único de Saúde (SUS). Mas pode, sim, ser parte da solução. Ou alguém realmente acredita que colocar mais médicos nos lugares carentes do Brasil pode fazer mal para a população? Sério que, de boa fé, alguém acredita nisso? A veemência dos protestos contra o projeto de ampliar o curso de medicina de seis para oito anos e tornar esses dois últimos anos um trabalho remunerado para o SUS revela muito. Especialmente o quanto é abissal a fratura social no Brasil. E o quanto a parte mais rica é cega para a possibilidade de fazer a sua parte para diminuir uma desigualdade que deveria nos envergonhar todos os dias – e que, no caso da saúde, mata os mais frágeis e os mais pobres.

Estudo aponta que Brasil deve ao Paraguai por Itaipu

Valor Econômico Um novo ingrediente pode apimentar a relação entre os governos do Brasil e do Paraguai a menos de um mês da posse do novo presidente do país vizinho, Horacio Cartes. Um estudo sobre o uso do potencial hidrelétrico como propulsor da economia paraguaia, elaborado pelo Vale Columbia Center (VCC) – centro de estudos ligado à Universidade de Columbia e dirigido pelo economista americano Jeffrey Sachs – avalia que a dívida atual do Paraguai em relação à construção de Itaipu, de US$ 7,5 bilhões, já foi quitada. Ele propõe ainda revisão do Tratado de Itaipu sob auditoria pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ameaças ao Fundo Social do pré-sal

Valor Econômico O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que presidiu a comissão especial criada para analisar o projeto de lei do governo destinando à educação os recursos do petróleo da camada pré-sal, considera que o substitutivo do deputado André Figueiredo (PDT-CE) ameaça a pontos fundamentais do marco regulatório do setor, sancionado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010.

BNDES facilita pagamentos de Eike

O Estado de S. Paulo Contratos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sofreram alterações para beneficiar empresas de Eike Batista. As mudanças adiaram prazos, estenderam recursos e relaxaram exigências. Documentos enviados ao Congresso e obtidos pelo “Estado” mostram que foram firmados 15 contratos no valor de R$ 10,7 bilhões com empresas do grupo de janeiro de 2009 a dezembro de 2012 com juros baixos, garantias em ações das próprias companhias ou bens que ainda seriam adquiridos.

PT, de dono das ruas a coadjuvante

O Globo Depois de terem sido hostilizados no mês passado, durante as manifestações organizadas em redes sociais, os petistas decidiram ontem participar de forma discreta do ato organizado em São Paulo pelas centrais sindicais. Militantes chegaram à Avenida Paulista sem as tradicionais bandeiras e camisetas vermelhas com a estrela no peito. Por orientação da direção petista em São Paulo, muitos filiados usaram camisetas da Central Única dos Trabalhadores (CUT), entidade afinada com o governo.

Governo em alerta contra as paralisações

Correio Braziliense Depois da onda de manifestações populares que abalaram o governo, novos protestos, desta vez trabalhistas, preocupam o Palácio do Planalto. Na próxima quinta-feira, milhões de profissionais de setores estratégicos, como o metalúrgico, o de petróleo, o de transportes e o serviço público, prometem cruzar os braços em pelo menos 14 estados. Os pleitos são diversos: vão desde o reajuste para os aposentados à redução da jornada de 40 horas semanais. Aos menos três portos — Santos (SP), Paranaguá (PR) e Suape (PE) — devem ter o funcionamento afetado. Além disso, a promessa é de que várias rodovias, sobretudo em São Paulo, tenham o tráfego interrompido.