Avançar nas lutas e construir o ENCLAT!

O ATO DAS CENTRAIS EM BRASÍLIA E A NECESSIDADE DE UM ENCONTRO NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA NO BRASIL

Oito centrais sindicais brasileiras anunciaram a realização de uma plenária e uma marcha no dia 15 de abril, em Brasília, com o intuito de levar ao presidente Lula uma pauta denominada CONCLAT 2026.

A convocação e a pauta principal foram anunciadas para os demais setores do movimento sindical e popular por dirigentes das centrais, em uma das reuniões do chamado Operativo das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular.

Durante a reunião a CUT, em acordo com as centrais presentes, informou que o governo Lula pretende anunciar um projeto de lei com o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial e que, em virtude da correlação de forças no Congresso, uma redução maior não seria possível.

A Força Sindical, que não esteve na reunião, divulgou o evento dizendo:

“Mudam os tempos, mudam-se os métodos. A Conferência Nacional da Classe Trabalhadora 2026 vai acontecer em Brasília, dia 15. Acontecerá dentro de um novo padrão. O documento unitário não será debatido; portanto, os participantes o votarão por aclamação”.

“Cada Central enviou as propostas às suas entidades filiadas. Cada filiado pôde avaliar e contribuir com propostas e sugestões. Após isso, as direções das Centrais se reuniram, definindo a pauta unitária da classe trabalhadora referente a 2026”.

Desta forma, a “Conclat” de 2026, a exemplo do que ocorreu em 2022, será mais uma vez um evento pontual, e não uma conferência democrática desde as bases.

Perde-se assim o potencial de mobilização do conjunto da classe trabalhadora, que poderia derivar da construção de uma verdadeira conferência.

Uma Conferência Nacional da Classe Trabalhadora – CONCLAT – precisa, necessariamente, convocar todos os sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras do país, filiados e não filiados às centrais, debater por ramo de produção e regiões, com trabalhadoras e trabalhadores do campo e da cidade, para consultá-los e responsabilizá-los pela autoria da pauta, do plano de lutas e de sua execução, dialogando com os movimentos populares e com a juventude.

Mais uma vez afirmamos que os governos reacionários e golpistas de Bolsonaro e Temer não foram suficientes para que as centrais sindicais brasileiras compreendessem que a classe trabalhadora deve ser autora e protagonista de seus projetos imediatos e históricos, com independência de classe.

Desta forma, reafirmamos que devemos continuar mobilizando trabalhadores e trabalhadoras, sindicatos, movimentos populares e a juventude nos locais de trabalho, moradia e estudo, nos pontos de ônibus, barcas, metrôs, trens, nas portas de fábrica e nas redes sociais (internet), para enraizarmos, junto aos diversos setores da classe trabalhadora, a urgência das lutas.

Além disso, no atual cenário de organização em que nos encontramos, fragmentados em mais de dez mil sindicatos de trabalhadores/as pelo país e com ampla difusão do bolsonarismo e das ideias liberais junto às massas, a construção de um ENCLAT torna-se indispensável.

Aliás, caso realmente queiramos construir o poder popular, devemos realizar encontros da classe trabalhadora de forma ordinária.

Em um país com histórico recorde de mortalidade por diversas doenças, com a crescente exploração e as diversas formas de opressão, com a maioria esmagadora de governantes e legisladores reacionários, com altos índices de desemprego e trabalho sem registro, com um déficit de moradias e de saneamento básico gigantesco e com o avanço da destruição do meio ambiente, típico do modo de produção capitalista, reforça-se a necessidade de que, a partir dos setores organizados, possamos construir um programa e divulgá-lo junto ao conjunto da classe trabalhadora.

Mas como a história ainda não acabou, como alguns chegaram a afirmar, inclusive em nosso meio, amanhã vai ser outro dia.

Continuaremos nas ruas lutando pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem redução salarial, pelo fim do arcabouço fiscal, pela revogação das contrarreformas trabalhista e previdenciária e pelo conjunto de bandeiras de luta da classe trabalhadora, por meio de panfletagens, manifestações e greves.

Avante, camaradas!

CONSTRUINDO O PODER POPULAR, RUMO AO SOCIALISMO!

É FORÇA E AÇÃO, AQUI É O PARTIDÃO!

Secretaria Sindical – PCB

Comissão Política Nacional do Partido Comunista Brasileiro