Greve sanitária contra o retorno forçado

imagemExecutiva Nacional da Unidade Classista

Após a tragédia anunciada com a devastação provocada pela pandemia de COVID-19, que ceifou quase 600 mil vidas, vários trabalhadores de diversos setores têm sofrido uma gigantesca pressão para retornarem a todo custo para as atividades presenciais. Porém, é nítido que a pandemia ainda não terminou. Muitas pessoas ainda continuam morrendo e não há garantia de segurança para esses trabalhadores.

PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

Em todo Brasil, em qualquer das fases da educação, tem ocorrido uma verdadeira batalha para obrigar professores e demais profissionais da educação ao retorno das aulas presenciais. A discussão gira em torno das medidas de segurança, pois, principalmente no setor público, os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são escassos e o risco continua a ser iminente para esses profissionais.

Alguns sindicatos propõem GREVE SANITÁRIA como a única arma disponível dos trabalhadores e das trabalhadoras para barrar a ação de governos descompromissados com o povo, com a classe trabalhadora e com a saúde pública.

PETROLEIROS

Os petroleiros têm sofrido o mesmo tipo de pressão. Pesquisa revela que 92% dos trabalhadores da Petrobras entrevistados querem que os sindicatos participem das negociações sobre as medidas de segurança contra a Covid-19. Porém, a empresa insiste no retorno ao trabalho presencial, sem qualquer negociação com sindicatos ou federações.

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e o Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro – SINDIPETRO-RJ defendem o regramento do teletrabalho como saída para o retorno ao trabalho presencial: “a posição do Sindicato na defesa do teletrabalho emergencial diante da pandemia, defendendo sua continuidade até que haja condições seguras para retorno”.

BANCÁRIOS

No setor dos bancos públicos, principalmente o Banco do Brasil, o governo tem obrigado os trabalhadores a abandonarem o teletrabalho, mesmo sem que existam as condições básicas e objetivas para o retorno seguro desses profissionais.

Para bancários e bancárias, é necessário que sejam garantidos todos os EPIs, o distanciamento social, a vacinação dos que retornam às atividades presenciais, para que os funcionários que necessitam permanecer em teletrabalho se mantenham em segurança até que haja condições para o retorno.