PCB: 104 anos de uma história de lutas

Jornal O Poder Popular
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) completa, em 25 de março de 2026, 104 anos de existência. Trata-se de uma data histórica porque representa mais de um século de trajetória do mais antigo operador político do país, que esteve presente em todas as lutas do proletariado brasileiro nesse período. Mesmo atuando a maior parte de sua existência na clandestinidade, o PCB nunca deixou de influir na sociedade brasileira e, por isso mesmo, produziu os maiores heróis populares do século XX.
A trajetória do centenário Partido Comunista Brasileiro (PCB) é parte constitutiva da história do Brasil. O PCB nasceu em consequência das lutas operárias que vinham se desenvolvendo desde o final do século XIX no Brasil e que se ampliaram entre 1917 e 1920 sob influência da vitoriosa revolução bolchevique na Rússia.
Se, na sua gênese, convergiram os ideais libertários do nascente proletariado, no seu desenvolvimento e consolidação foram sintetizados os processos de maturação de uma organização política que buscava (e ainda busca até hoje) conjugar em suas fileiras os mais destacados militantes das lutas dos trabalhadores, das trabalhadoras e representantes da intelectualidade e da cultura brasileira.
Quando se tornou um verdadeiro partido de dimensões nacionais, após a Segunda Guerra Mundial, o PCB revelou-se como a instância de universalização de uma vontade política que fundia o mundo do trabalho com o mundo cultural. Nossos e nossas camaradas se destacaram nos campos da ciência, da literatura, das artes plásticas, da música, da cultura em geral, da televisão e do futebol, ressaltando-se ainda que a grande maioria das conquistas das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros tem a digital do PCB.
Por tudo isso, pode-se dizer tranquilamente que o PCB é parte do processo civilizatório brasileiro e, como disse o poeta Ferreira Gullar, quem escrever a história do Brasil e das lutas de nosso povo e não falar do PCB estará mentindo.
Ao longo da nossa trajetória pagamos um alto preço pela ousadia de estar incondicionalmente atuando junto aos trabalhadores e às trabalhadoras, na luta contra o imperialismo, pela revolução brasileira e o socialismo. A burguesia nunca nos perdoou por essa ousadia e, por isso mesmo, nos perseguiu de maneira brutal ao longo de várias décadas. Inúmeras vezes as classes dominantes e seus regimes ditatoriais, os fracionistas e os inimigos do povo tentaram acabar com o PCB, mas não conseguiram porque o Partido é parte da classe trabalhadora brasileira e, a cada ataque, consegue ressurgir mais temperado como uma fênix vermelha.
FOMOS, SOMOS E SEREMOS COMUNISTAS!
O PCB experimentou todas as formas de luta: organizou a insurreição armada de 1935, as guerrilhas camponesas de Trombas e Formoso e Porecatu; participou da fundação da UNE, das lutas da juventude brasileira e da campanha do Petróleo é Nosso; foi o principal organizador dos sindicatos urbanos e do campo, além das federações, confederações e centrais sindicais nacionais até antes do golpe de 1964; participou da luta institucional no Parlamento e nas entidades sociais e políticas; resistiu na clandestinidade a duas ditaduras e segue firme na luta pela construção da sociedade socialista no Brasil.
Sempre atuou em todas as lutas pelos direitos do conjunto do povo brasileiro e segue firme nas batalhas da classe trabalhadora, de negros e negras contra o racismo, das mulheres contra o machismo, a misoginia e o feminícidio, das LGBTs contra as opressões, dos povos indígenas pela demarcação de suas terras, nos movimentos antimanicomiais e anticapacitistas, nas ocupações, retomadas, bairros proletários e territórios, pelo direito à terra, à moradia, ao acesso pleno à saúde, educação, cultura, transportes, cultura e a uma vida plena.
Nós, militantes do PCB, da Unidade Classista, União da Juventude Comunista, do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, Coletivo Negro Minervino de Oliveira e Coletivo LGBT Comunista, sentimos muito orgulho dessa história e procuramos honrar as lutas dos e das camaradas de todas as gerações, que deram o melhor de suas vidas para manter vivo e atuante o nosso Partido.
Por isso, olhamos com otimismo o futuro e seguiremos firmes combatendo a burguesia e o imperialismo, organizando os trabalhadores e as trabalhadoras contra o sistema capitalista e mantendo bem alto a bandeira do poder popular, da revolução brasileira e do socialismo, rumo a uma sociedade sem classes, sem exploração e livre das opressões: o comunismo.
LONGA VIDA AO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO! É IMPOSSÍVEL ACABAR COM O PARTIDÃO
PELO PODER POPULAR, PELO SOCIALISMO, RUMO AO COMUNISMO!
Leia mais sobre a história do PCB: https://pcb.org.br/portal2/658
